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Aconteceu  no dia 1º de novembro, na Praça major Manoel Joaquim uma cena edificante pelo que de respeitoso havia em seu contexto e pela emoção que exalava em sua forma. A ONG Ambiental Princesinha do Rio Pardo, como o faz  há anos, plantou árvores em nome de duas jovens senhoras, Marica Beato e Dirce Nadalim. Foi um retorno ao passado, aos lindos anos dourados, que já não existem mais. Tudo ao som do Coral Amigos para sempre. Presente no evento, representando a Câmara Municipal o presidente, vereador Erney de Paula, acompanhado do Prefeito Maicon Lopes. Foi um evento edificante. 

Membros da ONG Princesinha do Rio Pardo, homenageadas e autoridades. Homenageada, senhora Dirce Nadalin e Presidente da Câmara Erney Antônio de Paula. Homenageada, senhora Dirce Nadalin e  o Prefeito Maicon Lopes.

 

 

 

 

 

 

 

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Minha Terra

Reminiscências de uma viradourense que já não está entre nós.

Jô Rodrigues

 

 Viradouro, minha terra, meu ninho

Da gente simples do sítio

Da charrete, do carrinho

Da festa de São João, do comício

 

Das noites estreladas no frio

Do pôr de sol multicores

Do jardim, quantas flores

Dos pássaros, o assobio

 

Da quermesse agitada

Das fazendas retiradas

Do estouro da boiada

Das mangueiras carregadas

 

Da hora da Ave Maria                      .

Da terra vermelha

Sua poeira encardida

E muito produzia!

 

Dava mamona, algodão

Cana, café

Milho, mandioca

Arroz e feijão

 

Do circo, o palhaço Mixirica

Dos parques de diversão, a moda de viola

Do footing na praça à moda antiga

Da aparição de Nossa Senhora

 

Dos carnavais, os confetes

Da volta no salão, do lança-perfume

Do teatro, os esquetes

Comédia, drama, ciúme

 

Do medo do cemitério

Dos adultos, o mistério

Das professoras, ternura e braveza

Dos pais, toda a certeza

 

Da jabuticaba e o balanço na chácara do japonês

Do cinema de Mazzaropi e Roy Rogers

Do sorvete de creme holandês

Da jardineira, o chacoalhante transporte

 

Da ida à estação de tarde

Cinco horas o trem chegava

Da pescaria no córrego

O peixinho não durava

 

Da traseira da caminhonete

O vento na cara

Do Rio Pardo a paisagem

De beleza rara

 

Tudo ainda estava por vir

Tudo era motivo para rir

Se doía, chorava

Nada em mim demorava

 

Memórias da primeira idade

Primeira idéia de cidade

Hoje vivo outra realidade

De você, tenho saudade.

 

 

 

 

 

camaraviradouro